Domingo, 29 de agosto de 2004, 15h24
Afastada da luta pelo ouro, verdadeiro objetivo da forte equipe do Brasil, o surgimento de Mari nas quadras de Atenas foi uma notícia redentora para o vôlei feminino nessas Olimpíadas. A atleta de apenas 21 anos espera dias de glória em sua carreira.
Distante dos estereótipos físicos e comportamentais dos brasileiros, e com um certo ar europeu, Marianne Steinbrecher não herdou só o sobrenome e o físico do Velho Continente. A seriedade e a determinação na quadra, além de suas próprias habilidades, completam a técnica de suas companheiras de time. A atacante nunca esquecerá o jogo contra a Rússia nas semifinais de Atenas.
Mari teve uma atuação colossal, com 37 pontos na partida. Mas o Brasil, com dois sets a um e 24-19 no quarto set, não conseguiu superar as russas. Mari perdeu três chances claras em match points e parece ter tremido na hora da verdade para levar sua equipe à final olímpica, pela primeira vez em sua história. Ela não soube responder à responsabilidade de sentenciar um trabalho feito durante todo o jogo e irrompeu em lágrimas ao sair da quadra.
Foi muita pressão para Mari, que há pouco tempo apareceu pela primeira vez no time nacional pelas mãos de José Roberto Guimarães. No início do ano ela se afirmou no time, em seu quinto ano como profissional, desde que estreou no Maringá. A atacante lamentou a frustração por ter deixado escapar esse momento de glória, mas com seu talento, as previsões para o futuro são as melhores, sobretudo depois da anunciada saída de jogadoras importantes do time, como Virna, Fernanda Venturini e Fofão.
http://esportes.terra.com.br/atenas2004/interna/0,,OI374252-EI4000,00.html
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Hoje não farei os comentários, Cris Malheiros falara por mim ...
Dos céus para a Terra- Uma Deusa chamada Mari
Você já parou para observar o céu? Certamente que sim,
imagino. Que tem lá? As estrelas, a Lua, tu me
responderias. Mas lhe digo que há mais, meu ouvinte. Há
muito mais entre o céus e a Terra que a nossa vã
filosofia acredita existir, já Willian Shakespeare havia
dito, e eu ratifico. Meu interlocutor, os céus estão
habitados por princesas, todas elas em formas de astros,
mas sem que com tal disfarce percam seu brilho, sua
beleza. É verdade, lhe afirmo com veêmencia! E posso,
através de uma pessoa aniversariante no dia de hoje,
provar que minha constatação Shakesperiana de fato é
verídica.
Quem já não se encantou com Mari Steinbrecher?
Quem já não procurou em quadras quaisquer aqueles
cabelos loiros relunzetes e aqueles olhinhos azuis lindos?
Quem já não viu no céu estrelinhas tão brilhantes como
nossa rainha? As pessoas são amantes, seres que se
apaixonam por coisas que indubitavelmente provocam
reações químicas de prazer e delícia. E o que é belo é o
pincipal estimulante dessas doces reações. Podemos
dizer que nossa Mari é combustível dessas sensações,
pois sua beleza externa e interna é capaz de entorpecer
qualquer espectador. Frequentemente nós nos
perguntamos, diante da imagem divina de nossa deusa,
de onde ela veio? De onde Deus retirou inspiração para
criar tão bela mulher? A resposta, anjo, vem dos céus.
Dos céus, dos altos das estrelas, dos reinos dos astros,
do brilho da energia e do calor; amigo, Mari foi
desenhada pelas estrelas, de lá surgiu nossa galática
princesa, dos céus ganhamos Mari, é de lá que veio a
mais bela e talentosa mulher da face da Terra. Veio nos
arrebatando com sua beleza, desde seu nascimento,
falando uma idiomática européia, já brilhava, era o
orgulho da mamãe Steinbrecher, que acolheu o presente
celestial e encaminhou-a para seu trono. Devemos a
nossa mamãe Steinbrecher o fato de Mari jogar vôlei. Era
destino, estava escrito lá nas constelações, do Grêmio
de Rolândia até o Finasa/Osasco, não houve anos-luz
que a separassem. O sucesso foi iminente. Foi na
Superliga 2003/2004 que ela esbanjou seu talento.
Os holofotes então se voltaram para aquela dádiva de Deus.
Refletiram aquela imagem serena, aquela superfície
simpática e em instantes a impulsionaram aos corações
de todos os brasileiros. Na competição dos deuses,
sofremos ao ver aquela Mari abatida pela derrota,
machucada, dolorida, e prontamente nos solidarizamos
com aqueles olhinhos plácidos. Ela se reergueu, pois a
possibilidade de uma estrela parar de brilhar e a mesma
de o céu cair sobre nós! Venceu o paulistão, o Top
Volley, a Superliga, o torneio de Courmayeur e o torneio
de Montreux. Nossa linda teve que parar, para tratar de
uma lesão que estava apagando nossa estrelinha. E
mesmo assim, não deixamos de amá-la. Ela continua lá,
linda, maravilhosa, calma, louca para poder entrar em
quadra e demnstrar que é a melhor e que é especial. E
não faz isso por luxúria. Faz porque é amante do Brasil.
E, com isso, comprova que também é um ser humano.
Shakespeare está certo. Há muito mais coisas entre o
céu e a Terra que nós acreditamos existir. Existe Mari.
Essa nós conhecemos bem. E isso nos leva a concluir
que tudo que é celestial é belo. Faltou apenas
Shakespeare ser profeta. Assim já saberíamos de ante-
mão que dia 23 de agosto de 1980, o mundo ganharia
uma benção. Um presente dos céus. Um lindo presente
dos céus.